|
A coluna vertebral é formada por 33 a 34 vértebras (7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e 4 a 5 coccigenas) que se articulam entre si e propiciam uma grande mobilidade e funcionalidade ao corpo humano. Entre essas vértebras, com o objetivo de amortecer, proteger contra o atrito ósseo e distribuir o peso pela coluna estão os discos intervertebrais.
Os discos intervertebrais são formados por cartilagem, um núcleo pulposo e um anel fibroso. Quando esse núcleo é submetido a um estresse muito grande pode deslocar e romper o anel fibroso dando origem a uma hérnia de disco.
A hérnia de disco é uma das principais patologias da coluna vertebral que atinge milhões de pessoas no mundo inteiro. Seus principais sintomas são dor aguda na região cervical ou lombar, muitas vezes acompanhada de dor irradiada para os membros superiores ou inferiores, acompanhada ou não de parestesia (formigamento), fraqueza muscular, dificuldade de locomoção e incapacidade temporária.
|
DISCO NORMAL:
Dor somente é muscular ou neural. |
|
|
LACERAÇÃO ANELAR:
O movimento de fluido que provoca a laceração anelar pode ser o motivo de dor. |
| |
|
|
|
|
|
LACERAÇÃO E FISSURA RADIAL:
Irritantes químicos, mecânicos e inflamatórios geram a dor. |
|
|
PROTUSÃO DISCAL:
Dor causada por irritação mecânica (pode ocorrer irritação química e inflamatória). |
| |
|
|
|
|
 |
HERNIA EXTRUSA:
Dor é causada pela irritação da raiz nervosa resultante da inflamação causada pela pressão mecânica e também pela irritação química. |
|
 |
HÉRNIA SEQUESTRADA:
Difícil tratamento. |
|
ROMPIMENTO INTERNO DO DISCO:
Processos artríticos degenerativos das articulações intervertebrais. |
|
|
|
As principais causas de aparecimento da hérnia de disco são levantamento de peso, posições inadequadas no local de trabalho (motoristas, mecânicos...), esportes de impacto ou que exigem rotação e flexão da coluna e até fatores genéticos entre outros...
O que poucas pessoas sabem é que o fato de ter uma hérnia de disco não é garantia de dor. Muitos pacientes passam anos com hérnia de disco sem sentir nada e muitas vezes praticam exercícios físicos regularmente.
O diagnostico pode ser feito pelo exame clinico auxiliados por exames de imagem (RX, Tomografia computadorizada, Ressonância Magnética) e por exames de condução nervosa (eletroneuromiografia).
A hérnia de disco possui inúmeros tratamentos. O RCV (Reequilíbrio da Coluna Vertebral) é um tratamento não cirúrgico para hérnia de disco, dores cervicogenicas (dor de cabeça originada na cervical), alterações articulares e musculares, protusão discal e alterações posturais criado pelos fisioterapeutas do Instituto RV onde são usadas as principais técnicas de fisioterapia do mundo inteiro (Austrália, EUA, França). Com o passar do tempo, ficou claro que somente a fisioterapia tradicional era ineficaz para o tratamento definitivo da Hérnia de disco. Com as novas descobertas de avaliação e atuação, o tratamento ganhou fases e objetivos que faz com que o paciente tenha uma melhora definitiva evitando as recidivas comuns do tratamento convencional.
A dor da hérnia discal pode ter origem na articulação, no sistema nervoso referente ao disco envolvido e na musculatura adjacente. O RCV trata a hérnia de disco com técnicas que melhoraram a dinâmica da articulação, diminuem a atividade anormal do sistema neural envolvido e reestruturam a musculatura que foi afetada pela dor e pela fraqueza muscular reequilibrando-a novamente. Essa ultima fase é que diminui a recidiva da lesão e a volta da dor tão comum nos outros tratamentos.
As fases do RCV são:
| FASE 1 |
FASE 2 |
FASE 3 |
 |
 |
|
| Avaliação personalizada + ESV - fase cognitiva ou fase de adaptação |
Terapia Manual + ESV - fase associativa e/estabilizar articulações vertebrais + Bandagens Funcionais + Maca de Descompresssão |
ESV (Fase intermediária ou início do automatismo muscular) + Início dos exercícios lombopélvicos |
| Será realizado um diagnóstico funcional para identificar o fator primário da dor e limitação funcional. Nessa avaliação, utilizamos alguns questionários validados cientificamente para tornar a avaliação mais fidedigna, diferenciando e identificando as limitações apresentadas. Em muitos casos verificamos que podemos ter pacientes com o mesmo diagnóstico, mas que apresentam limitações funcionais e dores diferenciadas. |
São realizadas terapias manuais específicas que melhoram e restauram o movimento vertebral e melhoram a movimentação das estruturas neurais. É utilizado também o "Stabilizer", unidade pressórica que auxilia o treino de controle motor da musculatura profunda que se encontra inativa em pacientes com dores crônicas. Alem disso, é utilizado outras ferramentas terapêuticas como bandagem funcional, muito importante para manter a estabilidade da coluna enquanto a musculatura não está ativa, e a maca de descompressão, direcionada para alguns pacientes com síndromes compressivas. |
Nessa fase associamos os exercícios com a postura que o paciente adota no seu trabalho ou atividade física. Isso é muito importante, pois não podemos tratar da mesma forma pacientes que trabalham sentados daqueles que trabalham em pé, mesmo que apresentem o mesmo diagnóstico. É claro nesses casos que o controle motor de um indivíduo é direcionado para a sua atividade específica.
Além dos exercícios de estabilização segmentar vertebral são introduzidos exercícios lombopélvicos, importantes também na restauração da estabilidade da coluna, já que nessa fase o paciente possui um melhor entendimento e consegue diferenciar músculos mais profundos (estabilizadores) dos superficiais (posturais). |
| FASE 4 |
FASE 5 |
|
 |
 |
|
| ESV (Fase avançada) + Exercícios lombopelvicos |
Podoposturologia e Baropodometria (Reprogramação Postural) |
|
| Nessa fase o paciente já possui um controle motor satisfatório e provavelmente está sem dor. Consegue realizar os movimentos e exercícios de forma segura, pois já tem ativação da musculatura profunda, que se antecipa aos movimentos, protegendo a coluna. Nessa fase intensificamos o treino e adicionamos uma grande variação de componentes (bola suíça, balancim de equilibrio e realidade virtual com o Nitendo Wii). |
Essa é mais uma ferramenta de auxílio para a restauração do controle muscular e postural feito durante todas as fases de tratamento.
A Podoposturologia é uma especialidade que avalia as alterações posturais através dos pés, onde são realizados testes específicos para determinar essas alterações. Para analisarmos de forma mais fidedigna utilizamos a Baropodometria Computadorizada.
Com essa análise verificamos a possível indicação de uma palmilha postural a fim de realizar uma reprogramação postural através de peças podais dispostas em lugares estratégicos para reduzir o pico de pressão e distribuir a força de reação ao solo por toda a região plantar. |
|
|