Tipo de pisada e como ela impacta na sua performance

É uma grande preocupação dos atletas, principalmente dos corredores, que o tipo de pisada possa gerar dor e diminuição da performance. Isso pode realmente acontecer?

Infelizmente, sim. Porém, outras variáveis possuem a mesma importância quanto o tipo da pisada. Lesões e perda de performance na caminhada ou na corrida é multifatorial, e podem ser causadas por alterações da pisada, bloqueios articulares, fraqueza muscular, overtraining, cadência da corrida errada e técnica de corrida errada, entre outros aspectos.

Sem dúvida, o principal problema da corrida é a força de impacto do solo contra o pé, na fase de apoio. Uma diminuição desse tempo de contato, aumentando a cadência da corrida, já é de grande valor para prevenir dores ou tratar casos crônicos de lesões.

O mais importante é que o profissional responsável por prevenir ou tratar lesões no atleta saiba quais são e como mapear esses fatores de risco. E isso nos leva a um pornto importante: não é preciso sentir dor para poder procurar um profissional.

Vamos usar como exemplo o tipo de pisada pronada. Uma pronação excessiva no pé gera maior rotação interna dos membros inferiores e, consequentemente, maior sobrecarga  de fáscia e do compartimento medial do joelho, podendo ser preditor de canelite e sasamoidite (mais comuns). Quando se identifica algum desses problemas, mesmo o paciente não tendo dor, devemos intervir, pois é um fator de risco. Em um caso como esse, pode-se indicar palmilhas, tênis com estabilizador, diminuir o volume de treino, restaurar eventuais bloqueios de tornozelo e diminuir o fator de risco.

A mesma situação se encaixa na supinação. O tipo de pisada supinada geralmente está associada a uma rotação interna do pé, e isso pode gerar sobrecarga nos tendões dos fibulares. Naturalmente, quem aumentar o nível de treino na corrida com essa sobrecarga terá uma chance maior de sofrer dor e lesão. A Supinação também está associada ao surgimento de fascite plantar, entorses e lesões trato iliotibial (atrito da inserção do trato iliotibial devido à rotação externa do fêmur).

O tipo de pisada de pés planos (popularmente conhecido como pé chato) possui grandes picos de pressão na região do médio pé (20 a 25% maior) quando comparados a um pé normal. Já o tipo de pisada de pé cavo (arco alto) possui um significativo aumento do pico de pressão na região lateral, que pode gerar dores nessa região. A palmilha postural e exercícios de fortalecimento podem resolver o problema.

Todas essas alterações de arco, tipo de pisada e apoio do médio pé podem ser facilmente analisadas de forma precisa pela baropodometria.

Um estudo recente questionou atletas sobre o que eles achavam que poderiam gerar lesões, incluindo fatores internos e externos. O resultado foi:

– Não respeitar o limite do corpo

– Overtraining,

– Baixa qualidade de da alimentação

– Falta de alongamento, aquecimento e força

– Utilizar calçado errado para seu tipo de pisada

Nesse último item, no entanto, alertamos que é preciso haver uma conscientização sobre a análise correta de movimento para indicação do calçado ideal. É comum que testes de pisada, realizados em lojas de calçados, por exemplo, não sejam executados por profissionais da área de saúde, que não saberiam avaliar corretamente todas as variáveis do processo, gerando resultados duvidosos.

Antes de correr, procure um bom profissional que analise os pontos críticos. É preciso melhorar a força muscular, a estabilidade das articulações e a pisada antes de treinar ou antes de retornar ao treino, após uma lesão.

Vai começar a praticar um esporte? Pretende retomar seu treino? Entre em contato com o Instituto RV e realize o exame de baropodometria!

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