Tratamento para tendinite

Tratamento para tendinite – Em lesões dos chamados ‘tecidos moles’, o tendão é, geralmente, o campeão. Isso acontece devido a muita demanda de força com baixa vascularização tecidual – característica do tendão, já que o tecido muscular, por exemplo, tem muito mais vascularização. 

Essa característica, além de promover uma maior suscetibilidade para a lesão, faz com que o tendão também apresente dificuldade na fase de cicatrização, já que pouco sangue e oxigênio participariam da cicatrização. Isso, muitas vezes, resulta numa remodelação de baixa qualidade.

No tratamento para a tendinite, se a fisioterapia não for feita para gerar o estresse necessário, estimulando uma remodelação correta, o tendão não terá sua função restaurada e a dor continuará presente. Portanto, o fisioterapeuta deve estimular muita movimentação na área afetada e tentar, ao máximo, evitar os tratamentos passivos, que pouco ajudam nessa remodelação (choquinhos, ultrassom, infra-vermelho).  O objetivo é fornecer carga de tensão repetidamente, estimulando a remodelação do colágeno para restaurar a função normal.

Tratamento para tendinite no Instituto RV

No IRV, seguimos o protocolo inicial PZ/NP (produz/não piora) no tratamento para tendinite, onde a carga inicial de exercício é aquela que gera dor, mas não piora o paciente após a execução. A progressão é feita através de exercícios resistidos ou técnicas modificadas, com progressão até as atividades ocupacionais e esportivas.

Quando o exercício se torna assintomático, significa que ele não está mais gerando tensão na estrutura do tendão, e é aí que a maioria dos tratamentos erram. Liberar o paciente nessa fase faz com que ele tenha reincidência de dor, pois a estrutura ainda não teve aumento de sobrecarga e não cicatrizou por completo. Ao ficar assintomático, o fisioterapeuta deve progredir a carga (dentro do protocolo de segurança PZ/NP).

De forma geral, no IRV, estimulamos os exercícios excêntricos. Quanto mais excêntrico, melhor para gerar cicatrização correta no tendão. Podemos iniciar pelo exercício isométrico e concêntrico, dependendo da fase e dor, mas sabemos que, antes da alta, o paciente tem que ser submetido à força excêntrica.

O movimento excêntrico desperta mecanismos biológicos na célula e cria demanda mecânica, fazendo com que as células voltem a ser o que eram, produzindo colágeno bom (tipo II) e remodelando de forma correta o tendão.

Estudos mostram que o exercício excêntrico é a melhor opção de tratamento não cirúrgico em Tendinopatias de Aquiles (Alfredson et al 98) e patelar (Bahr et al 2006).

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