Tratamento para coluna

16 de abril de 2012

RCV – Reequilíbrio da Coluna Vertebral é um tratamento de coluna desenvolvido exclusivamente pelo Instituto RV, e que tem como objetivo eliminar as dores nas costas e dar independência do paciente no pós tratamento. O programa foi elaborado por meio da combinação de diversas técnicas de tratamento para a coluna existentes e geralmente usadas de formas independentes. Por esse motivo, tem curta duração. O tratamento de coluna completo dificilmente excede 10 sessões, e o alívio da dor nas costas acontece já nas primeiras sessões. Todos os recursos utilizados têm validação científica, para não colocar nossos pacientes em risco, e possuem validação em centenas de publicações em revistas científicas no mundo inteiro.

O tratamento para a coluna  do Instituto RV é uma solução não cirúrgica, elaborada por fisioterapeutas capacitados para prestar o primeiro atendimento ao paciente, identificando seu problema e agindo para solucioná-lo. O índice de sucesso nos tratamentos de RCV é de 90%, e não há necessidade de encaminhamento médico. Para isso, o programa segue as determinações das mais recentes pesquisas na área da fisioterapia, sendo composto por três pilares principais: avaliação, tratamento e educação pós tratamento.

Doenças tratáveis pelo RCV

O RCV tem como objetivo restaurar a função da coluna e aliviar a dor nas costas. Por esse motivo, ele é indicado para todas as patologias que impedem a movimentação normal da coluna, gerando dor, como a artrose vertebral, cervicalgia, lombalgia, lombociatalgia, dores de nervo ciático, alterações do disco – como degeneração discal, protrusão discal e hérnia de disco -, espondilólise, espondilolistese e estenose. Além disso, o RCV consegue restaurar a função e eliminar as dores que estão relacionadas a alterações posturais, como escoliose, hiperlordose e hipercifose, assim como os famosos bicos de papagaio (osteofitose).

Onde posso fazer o tratamento para a coluna do Instituto RV?

Está disponível nas seguintes unidades:

Tratamento para a coluna em Moema
Tratamento para a coluna no Tatuapé
Tratamento para a coluna em Perdizes

Como funciona nosso tratamento de coluna, RCV

Nosso sistema de avaliação classifica a origem da dor da coluna através de testes funcionais. Isso é fundamental, pois todo paciente com dor nas costas tem alteração de função, e é comum identificarmos, além da dor do paciente, limitações de movimentos (paciente não consegue estender as costas, por exemplo) e fraqueza muscular (a musculatura estabilizadora da coluna se encontra fraca e inativa em 100% dos pacientes com dores na coluna). Se a limitação de movimentos e a fraqueza não forem tratadas, o paciente tem grande chance de não conquistar o alívio total da dor ou ter episódios reincidentes.

A partir da avaliação, o paciente é classificado em subgrupos e tratado da seguinte forma:

1 – Maca de Flexo Distração e Mobilização da Coluna Vertebral

 

A Maca de Flexo-Distração utilizada pelo Instituto RV, possibilita realizar diversos procedimentos, como tração, mobilizações e manipulações, além de ser ajustável a várias posições, dinâmicas e estáticas.

Suas características são:

  • Sua tração seletiva é aplicada exatamente na área da lesão, respeitando os espaços sadios. Também permite aplicar configurações que viabilizam realizar posições antálgicas, respeitando sintomas.
  • A tração é dinâmica e associativa, permitindo o uso de tração associada a movimentos de laterização e rotação pélvica.
  • Com o sistema de Drop, pode-se realizar manipulações diretas sobre o paciente, sem riscos de lesão, deixando o tratamento mais confortável.
  • Promove aumento do espaço intervertebral, melhorando assim a circulação local (essencial para diminuição da dor).
  • Promove aumento da vascularização/nutrição e hidratação dos discos intervertebrais, diminuindo dor química e aumentando o transporte de metabólitos para o disco.
  • Melhora a movimentação vertebral.
  • Diminui a compressão sobre as raízes nervosas.
  • Inibe a proteção reflexa dos músculos responsáveis pela estabilidade momentânea, dando maior conforto ao paciente que apresenta contraturas dos músculos compensatórios.

2- Exercícios para eliminação dos sintomas 

Os exercícios são determinados de acordo com a avaliação realizada e são chamados de exercícios de preferência direcional. Preferência direcional é o conjunto de exercícios específicos para aquele determinado caso clinico. São esses exercícios de baixa intensidade que na maioria das vezes eliminam os sintomas do paciente.

3 – Terapia Manual

Aplicação de técnicas de tratamento como Mulligan, Maitland e Mobilizações Neurais. Essas técnicas têm como objetivo restaurar o movimento articular e diminuir a sensibilização das dores neurais (como por exemplo, a ciática).

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4 – ESV (Estabilização Segmentar Vertebral)

Fazem parte da ESV exercícios para reativar a musculatura estabilizadora da coluna. Muitos estudos apontam que, se os estabilizadores não forem ativados, novamente a reincidência de dor pode acontecer de forma mais frequente. A maioria dos tratamentos para coluna falham nessa etapa, e é por esse motivo que o paciente geralmente apresenta retorno dor.

 

5 – Auto-tratamento

O RCV tem como finalidade o alívio da dor nas costas e a independência do paciente em longo prazo por meio da educação pós tratamento de coluna. O autotratamento utilizado no RCV tem como origem o Método Mackenzie, técnica australiana muito conhecida entre os pesquisadores por ser altamente eficaz para aliviar dores nas costas, e mostra ao paciente quais exercícios de manutenção podem perpetuar essa melhora ou aliviar a dor caso elas insistam em voltar.

O RCV encara a dor nas costas como uma patologia crônica – como a diabetes, hipertensão, entre outras. Assim como na diabetes, o paciente é “ensinado” sobre sua patologia, a importância de se evitar alimentos que possam influenciar na sua glicemia e qual medicamento deve usar. Da mesma forma, os pacientes do RCV são orientados a prevenir o retorno das dores nas costas, além de como autotratá-las, caso seja necessário em um momento de crise.

 

Conheça as dúvidas mais comuns em pacientes tratados no Instituto RV

 

Como identifico qual a real origem da minha dor nas costas?

Fazer essa identificação requer um grande trabalho de avaliação. Exames como RX, tomografia e ressonância magnética, por exemplo, não explicam a origem da dor, e sendo assim, em cerca de 95% dos casos, não contribuem para o diagnóstico de origem da dor. Em estudo recente, o Dr. Richard Deyo, médico e pesquisador norteamericano, autor do livro ‘Watch your back’ e editor da revista Spine, concluiu que somente uma em cada 2500 radiografias mostravam algo importante. Em outro estudo, descobriu-se que 98 pessoas sem dor lombar fizeram ressonância magnética e que 2/3 delas apresentaram alterações no disco. Ou seja, 65 pessoas que não têm dor lombar (em um grupo de 98) tinham lesão no disco e não tinham dor. Isso mostra que é necessário mais que um exame para entender a origem da dor e qual tratamento mais indicado.

A avaliação sistemática, através de testes e funções, é fundamental e essencial para essa identificação. Enquanto isso não é feito, o paciente poderá ser exposto a tratamentos sem resultados satisfatórios, sendo levado a realizar mais exames e ficando exposto a irradiações desnecessárias – sem contar no investimento financeiro também desnecessário. Hérnia de disco, na maioria das vezes, não é a razão da origem da dor.

Qual a diferença entre dor química e dor mecânica?

A dor química é aquela que não tem relação com alterações de movimentos ou bloqueios articulares. É relacionada, geralmente, a patologias mais graves, como fraturas, tumores ou inflamações graves, e caracteriza-se por dor constante, de início recente, com aumento de dor a noite devido ao acúmulo de mediadores químicos, além de agravamento duradouro em todos os movimentos, onde não se consegue eliminar a dor, impedindo o tratamento pelo RCV. Isso compreende apenas uma pequena parte dos pacientes (entre 2 a 5%), onde a avaliação sistemática realizada pelo Instituto RV é capaz de identificar a suspeita de patologia grave, e o paciente é imediatamente encaminhado para maiores investigações.

Já a dor mecânica é aquela relacionada a alterações de movimentos e bloqueios articulares. Mais de 90% dos pacientes com dor nas costas possuem dor de origem mecânica, que tem como característica dor constante ou intermitente, mas que respondem bem a certos movimentos repetitivos que reduzem ou centralizam a dor. É aquela dor de intensidade fraca a severa, mas que geralmente diminui em determinadas posições e situações. A dor mecânica é o foco do tratamento RCV, onde os pacientes apresentam grande melhora.

Minha ressonância magnética diz que tenho hérnia de disco. Isso é grave? Tenho que operar?

Na grande maioria dos casos, a cirurgia não é necessária. Mais de 90% dos pacientes com hérnia de disco melhoram com tratamento conservador. Poucos casos realmente têm indicação cirúrgica – por mais grave que possa parecer. O grande problema é que muitos pacientes não evoluem com o tratamento conservador devido a falhas, e o médico acaba optando por operar. A falta de uma avaliação criteriosa por parte do fisioterapeuta faz com que muitos pacientes não obtenham sucesso nas clínicas de fisioterapia, que não avaliam e investigam a origem da dor, aumentando o número de pacientes que são indicados à cirurgia.

Quando a causa da dor é discogênica (tem origem na lesão do disco), o paciente pode melhorar com cirurgia, mas se a origem da dor não for a hérnia e houver alguma origem mecânica (mais de 90% dos casos), esse paciente não conquistará sucesso através do procedimento cirúrgico. O fato de se ter hérnia de disco não explica a origem da dor.

Muitos pacientes chegam ao consultório assustados com o resultado de seus exames de imagem, mas será que isso é tão importante?

Lesões e alterações degenerativas são constantemente encontrados em exames de coluna, mas isso não é sinônimo de dor ou disfunção, já que é grande o número de indivíduos assintomáticos, mas que apresentam lesões em seus exames.

Em um estudo recente, pesquisadores analisaram exames de imagem de 3110 indivíduos sem dor, onde verificou-se que 37% deles, na casa dos 20 anos, apresentavam degeneração do disco. Nos pacientes com 60 anos, 88% apresentava degeneração discal, mas nenhum deles relatava dor. Além disso, 29% dos indivíduos de 20 anos e 38% dos de 60 anos apresentavam protrusão discal, mesmo não tendo nenhum sintoma.

Conclui-se, então, que achados de imagem da coluna com degeneração estão presentes em altas proporções em indivíduos assintomáticos, mostrando que a lesão tecidual não é motivo para dor.

Em hipótese nenhuma, o resultado da imagem deve ser considerado de forma isolada. Da mesma forma que muitas pessoas possuem lesões e não sentem dor, existem muitas pessoas que possuem a lesão degenerativa na imagem, sentem dor lombar, mas a dor não está associada a lesão identificada na imagem. Por isso, a avaliação clínica e funcional do paciente é fundamental para se chegar a origem da dor e identificar o melhor tratamento a ser feito.

Então, os exames de imagens não são necessários para realizar o RCV?

Por termos uma metodologia de avaliação segura, exclusora de patologias graves durante os testes no primeiro atendimento, o RCV pode ser feito sem exames de imagem. Caso algum teste sugira a possibilidade de uma patologia grave que tenha de ser melhor investigada, nós encaminhamos o paciente a um clínico para avaliação.

Por que o Instituto RV elaborou o tratamento de coluna nesse formato?

Recentemente, as pesquisas sobre dor lombar vêm sendo realizadas para subclassificar pacientes e direcioná-los para a melhor técnica, além de, posteriormente, tentar criar mecanismos para que o paciente faça seu autotratamento a fim de evitar reincidências.

Os estudos propõem que o paciente seja classificado em 3 grupos de dor lombar: os que vão se favorecer de exercícios de estabilização lombar (CORE), os que vão se favorecer de exercícios de movimentação (técnica McKenzie), e os que vão se favorecer de mobilizações e manipulações vertebrais. Ainda se estuda um quarto grupo que se favorece com a tração lombar.

O Instituto RV englobou todos esses grupos em seu tratamento, fazendo com que cada paciente receba técnicas de tratamento específicas para seu caso.

Quantas sessões compreendem o tratamento RCV?

Em média, 10 sessões. Definindo a direção de preferência (DP – conjunto de exercícios específicos indicados para cada caso), a melhora da dor ocorre em poucas sessões (de 3 a 5), e depois são necessárias mais algumas visitas para treinar a função e a musculatura inibida pela dor.

Tenho muita dor nas costas, posso fazer os exercícios do RCV?

Sim, já que os exercícios seguem uma sequência segura de evolução. Há evidências que, nos casos de dor lombar, os tratamentos ativos – aqueles em que o paciente realiza exercícios e se mantém ativo durante as dores – são mais benéficos do que aqueles que ficam em repouso ou que recebem tratamentos passivos, sem movimentos. Para isso, é necessário saber quais são os grupos de exercícios que melhor favorecem cada tipo de paciente, e isso só é possível após uma avaliação que exclua as patologias graves e direcione o tratamento para as condutas que eliminem a dor e o ajude a ficar o mais ativo possível. O RCV leva tudo isso em consideração.

Após a alta do tratamento RCV, a minha dor pode voltar? Qual a importância de manter-se ativo e continuar fazendo exercícios?

A ideia de que a dor lombar é um problema de curta duração contraria as evidências obtidas em pesquisas. Estudo realizado em 1998, em Croft, no Reino Unido, mostrou que 50% dos pacientes ainda reclamavam de sintomas intermitentes ou persistentes após um ano. Outro estudo, de 2004, feito por Enthoven, acompanhou pacientes com dor lombar durante 5 anos após a primeira crise, e mostrou que grande parte dos pacientes continuavam com dor que reduziam sua qualidade de vida e interferiam no seu dia a dia após 5 anos da primeira crise.

Por isso, é importante que o tratamento escolhido para a dor lombar leve não apenas o alívio  da dor em consideração, mas também a restauração da função e a possibilidade do paciente se autotratar, para evitar reincidência. O grupo de pessoas mais propensas a ter dor lombar são aquelas que já tiveram pelo menos um episódio de dor lombar aguda. A recidiva é comum nesses casos.

O RCV é um tratamento altamente eficaz em eliminar a dor (em poucas sessões) e educar o paciente no autotratamento, evitando reincidência de dores e a dependência do paciente em remédios e visitas ao fisioterapeuta. Um paciente bem treinado saberá qual tipo de exercício pode ou não fazer, e, principalmente, quando pode fazê-lo para evitar ou diminuir a dor, caso ela ocorra.

Após a alta do tratamento, posso voltar a fazer atividade física?

Isso é fundamental. Nas últimas sessões de tratamento, o paciente já começa a ser estimulado a voltar à atividade física. Devemos sempre lembrar que, quanto mais ativo o paciente for, melhores serão os resultados, e a atividade física é fundamental para a manutenção da melhora. Em nossos consultórios, temos estúdios de pilates, onde praticamos o pilates terapêutico, que foca na transição do paciente para o retorno às atividades físicas.

Veja as principais dúvidas dos nossos pacientes sobre o tratamento da coluna

  • Tenho dor nas costas, e agora?

    Segundo dados da Organização Mundial de saúde (OMS), 85% da população mundial sofrem ou sofrerão de dores na coluna ao longo da vida. No Brasil, a dor nas costas é a responsável por mais de 160.000 casos de afastamentos por ano, segundo dados do Ministério da Previdência Social…

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  • Tratamento de Hérnia de Disco

    Seus principais sintomas são dor aguda na região cervical ou lombar, muitas vezes, acompanhada de dor irradiada para os membros superiores ou inferiores, com ou sem parestesia (formigamento), fraqueza muscular, dificuldade de locomoção e incapacidade temporária…

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  • Patologias da coluna vertebral

    As patologias da coluna vertebral podem gerar alterações mecânicas e serem tratadas com o RCV…

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  • Maca de Descompressão Vertebral

    A fisioterapia vem mostrando grandes avanços na área de reabilitação de coluna através de publicações de estudos científicos, técnicas especificas e tecnologia moderna.

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