O Whiplash, conhecido como síndrome do chicote ou “lesão por desaceleração”, passou a ser conhecido durante o auge das ferrovias, quando indivíduos envolvidos em acidentes de trem começaram a manifestar sintomas semelhantes, compreendidos basicamente por dores cervicais e perda de amplitude de movimento. O quadro foi, então, denominado de “railway spine” (coluna da estrada de ferro) (Eck et al, 2001; Garamendi et al, 2003).

O whiplash ocorre quando uma pessoa é submetida ao mecanismo de aceleração/desaceleração (movimento em chicote), imposto à região cervical em um acidente automobilístico, por exemplo.

Os sinais e sintomas do whiplash são:

  • Alterações ósteo-mio-articulares;
  • Alterações neurológicas e psicológicas;
  • Cefaleias e algias torácicas;
  • Perda de amplitude de movimento (principalmente rotação);
  • Diminuição de reflexos e cognição;
  • Estiramentos musculares e ligamentares;
  • Distúrbios vestibulares, como vertigem e déficits de equilíbrio.

O diagnóstico é difícil, já na maioria dos casos não existem alterações anatômicas ou fisiológicas no exame clínico e/ou nos exames por imagem  que justifiquem o quadro.

As Desordens Associadas à Síndrome do Chicote (DASC) podem ser classificadas em:

  • Grau 01: Manifestações clínicas como: dor e rigidez cervical ou contratura muscular, porém, sem sinais clínicos;
  • Grau 02: Manifestações clínicas como: dor e rigidez cervical ou contratura muscular, com sinais musculo-esqueléticos;
  • Grau 03: Manifestações clínicas como: dor e rigidez cervical ou contratura muscular, com sinais neurológicos;
  • Grau 04: Manifestações clínicas como: dor e rigidez cervical ou contratura muscular, com fratura ou luxação cervical.

A instabilidade permanente ocasionada por essa síndrome gera um déficit de cognição dos músculos profundos, e, portanto, o re-treinamento dos músculos locais e mais profundos da região cervical, redefinindo a função de estabilidade, pode melhorar os sintomas. Além disso, técnicas de mobilização articular e neural podem ajudar nas manifestações clínicas dessa síndrome.

O Instituto RV utiliza todos esses recursos na abordagem dos pacientes com lesão de Whiplash. É fundamental uma abordagem multidirecional para combater os sintomas dessa patologia.

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