Tenho dor nas costas, e agora?

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 85% da população mundial sofre ou sofrerá de dores na coluna ao longo da vida. No Brasil, ela já é responsável por mais de 160.000 casos de afastamento do trabalho por ano, segundo relata o Ministério da Previdência Social. Assim, a dor nas costas é considerada a doença crônica mais comum entre os brasileiros.

Mas você sabia que, apesar desses números alarmantes, apenas 10% dessas dores são consideradas graves? Para a grande maioria, acontecerá, em 2 ou 3 meses, o que chamamos de melhora natural da dor.

No entanto, são nos casos crônicos que encontramos as maiores dificuldades. Existem diferentes tipos de dores na coluna, e ainda não há um consenso de como tratá-las de forma rápida e eficaz. Estudos e pesquisas são produzidos no mundo inteiro propondo grande quantidade de tratamentos, que acabam por não criar uma padronização. Por vezes, os profissionais da saúde (médicos, fisioterapeutas e educadores físicos) não falam a mesma língua, confundindo o paciente e fazendo com que vários casos não tenham sucesso em suas abordagens propostas.

Em contrapartida, a padronização dos tratamentos para se tratar de uma dor que tem origens diferentes também parece equivocado. O que serve para um, pode não ser adequado para outro. Por isso, é comum encontrarmos pacientes com exames que apresentam imagem de lesão, tomam medicação específica, fazem 40, 50 sessões de fisioterapia a base de eletrochoques, e que até mesmo são submetidos a cirurgia e, mesmo assim, não conseguem resultados positivos. Na maioria desses casos de insucesso, provavelmente a origem da dor não era aquela que saiu no exame. A lesão existe, mas não é ela que está causando a dor do paciente.

Atualmente, a dor que a estrutura lesionada pode gerar ao paciente é alvo de muitos estudos, e, ao contrário do que se imaginava antigamente, a maioria das alterações degenerativas na estrutura da coluna lombar não são preditoras de dor lombar. Ou seja, a pessoa até pode ter uma lesão que aparece na ressonância magnética, mas nem sempre é aquela lesão que gera a dor.

Quando o problema é atribuído a essas alterações no exame de imagem, sem uma avaliação criteriosa, isso faz com que os tratamentos não sejam acurados e acabam gerando um número enorme de cirurgias desnecessárias, pois o foco da dor não foi combatido.

Parece um ciclo: o paciente que sofre de dor crônica lombar procura um especialista, que indica uma série de exames e medicações. Os exames são feitos, mas dificilmente apontam para uma lesão grave na coluna (apenas 2% dos exames mostram patologias graves). O especialista indica fisioterapia ou outro tratamento qualquer, que geralmente é passivo (com pouco movimentos). Na maioria dos casos, o paciente não apresenta melhora. A dor continua e o médico, então, indica cirurgia como opção de tratamento (isso quando a cirurgia não é indicada como primeiro tratamento).

Mas será essa a solução?

Um estudo do Hospital Albert Einstein, realizado com 1679 pacientes que estavam com indicação cirúrgica para hérnia de disco, mostrou que 59% deles não se beneficiariam com a cirurgia. Ou seja, cerca de 990 pacientes seriam operados sem necessidade e teriam seus quadros de dor e incapacidade mantidos após a cirurgia. Outros estudos, mundo a fora, demonstram os mesmos resultados.

Por outro lado, 90% dos pacientes de hérnia de disco melhoram com tratamento conservador (fisioterapia), desde que bem executado. Poucos casos realmente tem indicação cirúrgica, por mais grave que possa parecer. Por esse motivo, o Instituto RV desenvolveu um tratamento exclusivo e não cirúrgico para a coluna vertebral. Chamado de RCV – Reequilíbrio da Coluna Vertebral, ele leva em consideração as várias origens da dor nas costas, e através de uma avaliação sistemática, consegue identificar com testes e análises, o foco da dor, otimizando o tratamento e reduzindo o tempo para se alcançar a melhora. Outro foco do RCV é a orientação do paciente para que ele não tenha uma recidiva, tão comum nesses casos.

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