Whiplash – síndrome do chicote. Conheça os sinais, sintomas e classificação.

Por Instituto RV- Caio Marengoni

A síndrome do chicote ou “lesão por desaceleração”, passou a ser conhecida durante o auge das ferrovias, quando indivíduos envolvidos em acidentes de trem começaram a manifestar sintomas semelhantes, compreendidos basicamente por dores cervicais e perda de amplitude de movimento.


Essa Síndrome é a denominação dada ao conjunto de sinais e sintomas, que acometem uma pessoa submetida ao mecanismo de aceleração/desaceleração (movimento em chicote) imposto à região cervical ocasionados por exemplo em um acidente automobilístico.

Sinais e sintomas encontrados no whiplash:

– Alterações ósteo-mio-articulares;
– Alterações neurológicas e psicológicas,
– Cefaleias e algias torácicas;
– Perda de amplitude removimento;
– Diminuição de reflexos e cognição;
– Estiramentos musculares e ligamentares;
– Distúrbios vestibulares, como vertigem e déficits de equilíbrio;

O diagnóstico torna-se difícil uma vez que nem sempre existem alterações anatômicas ou fisiológicas no exame clínico e/ou nos exames por imagem, evidentes, que justifiquem o quadro.

A Quebec Task Force (1995) classificou as Desordens Associadas à Síndrome do Chicote (DASC) em:

Grau 01: Manifestações clínicas como: dor e rigidez cervical ou contratura muscular, porém, sem sinais clínicos;
Grau 02: Manifestações clínicas como: dor e rigidez cervical ou contratura muscular, com sinais musculo-esqueléticos;
Grau 03: Manifestações clínicas como: dor e rigidez cervical ou contratura muscular, com sinais neurológicos;
Grau 04: Manifestações clínicas como: dor e rigidez cervical ou contratura muscular, com fratura ou luxação cervical.

A instabilidade permanente ocasionada por essa síndrome gera um deficit de cognição dos músculos profundos, portanto o re-treinamento de músculos locais melhora cognição dos músculos mais profundos da região cervical redefinindo a função de estabilidade local, global e de movimento de cada músculo. Além disso, outras técnicas de mobilização articular e neural, podem ajudar nas manifestações clinicas dessa síndrome.

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