Corrida, prevenção e tratamento.

O número de praticantes de corrida com lesão que procuram fisioterapeutas para o tratamento não para de crescer. No dia a dia, notamos que as lesões ocorrem principalmente com os praticantes que iniciaram seus treinos com pouca ou nenhuma orientação.

Muito se publica sobre treinamentos, tratamentos, prevenção, mas o que realmente vem impactando para os diferentes tipos de lesões é a variabilidade do tipo de praticante desse esporte que vai desde amadores sem orientação até ultramaratonistas com equipe multidisciplinares por trás dos resultados. Abordagens comuns para prevenção de lesões incluem controle de inflamação, exercícios para melhorar a flexibilidade, força e controle neuromuscular, mas como especificar e prescrever essas terapias para grupos tão diferentes de praticantes? Exigências mecânicas e nutricionais são certamente diferentes para o corredor de cross-country adolescente, corredor recreativo novato ou ultramaratonista certo?

Por isso a conclusão mais importante desses estudos, para nós que tratamos da saúde dos praticantes de corrida é: “Respeitar a individualidade e a especificidade de cada praticante (amador ou profissional) e conhecer seus hábitos e a mecânica de sua prática de corrida”. Em um esporte onde os praticantes são tão diferentes isso é fundamental.

Não tem como definirmos que correr com o calcanhar (pisada tradicional) é mais ou menos seguro que pisar com o ante pé (pisada minimalista). Fica difícil, sem conhecer e analisar o praticante, saber qual exercício pode melhorar sua performance ou prevenir lesões já que existe uma dezena de variáveis que podem mudar as orientações. Devemos adotar uma abordagem mais global da relação corrida-lesão, englobando a aptidão física do indivíduo, habilidades, objetivos, nutrição, hábitos de sono…

Erros de treinamento (por exemplo, correndo muitas vezes, rápido demais, ou muito tempo) são responsáveis por mais de 70% das lesões de corrida, demonstrando claramente, a importância de orientações corretas por parte dos treinadores.

Pouca coisa realmente serve para todos os praticantes e podem ser adotadas por todos os grupos como diminuir o deslocamento vertical excessivo e evitar a aterrissagem com o pé bem à frente do centro de massa (overstriding) que aumentam as demandas mecânicas durante à corrida aumentando o gasto energético e a chance de lesão. O resto deve ser especifico para cada praticante. Devemos olhar e analisar cada vez mais o corredor e não a corrida, verificar as individualidades e a pré-disposição de cada praticante para aí sim podermos prescrever a melhor profilaxia e o melhor tratamento.

No Instituto RV os atendimentos são baseados e elaborados de acordo com a individualidade de cada caso, levando em consideração as avaliações de pisada com a Baropodometria (teste da pisada), os objetivos do praticante, seu histórico de lesões e objetivos no esporte.

Quer prevenir ou tratar lesões e continuar correndo por muitos e muitos anos? Agende uma consulta com um de nossos fisioterapeutas.

São 5 unidades de atendimento em São Paulo.

Tatuapé, Perdizes, Santana, Moema e Alphaville.

Corrida, prevenção e tratamento.

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