Pé diabético

O pé diabético é um problema comum para quem tem diabetes. Pacientes diabéticos tendem a desenvolver sérias complicações nos pés devido a má circulação local e perda de sensibilidade. É comum desenvolverem lesões de pele, feridas e em alguns casos sofrerem amputações.

O acompanhamento médico para quem tem pé diabético é fundamental para controlar a glicemia e a fisioterapia desenvolve um papel importante na prevenção e tratamento do pé diabético.

Existe uma classificação de risco para as lesões de pé diabético:

  • Baixo risco de ulceração do pé: pessoas sem fatores de risco (sem neuropatia periférica, doença arterial periférica, deformidade do pé, úlcera do pé anterior ou história de amputação da extremidade inferior).
  • Risco intermediário de ulceração do pé: pessoas com apenas um fator (neuropatia periférica, doença arterial periférica ou deformidade do pé) e sem úlcera anterior do pé ou amputação.
  • Alto risco de ulceração do pé: pessoas com dois ou três fatores de risco na triagem do pé (neuropatia periférica, doença arterial periférica ou deformidade do pé) ou com uma úlcera anterior do pé ou amputação.

De acordo com essa classificação, os pacientes com risco de lesão intermediário ou alto, devem ser examinados pelo menos uma vez a cada 3 a 6 meses.

É importante que pacientes com pé diabético sigam essas recomendações:

  • Usar calçados que se ajustem, protejam e acomodem a forma de seus pés e que evitem a ulceração do pé.
  • Sempre usar meias dentro de seus calçados, a fim de reduzir o cisalhamento e o atrito.
  • Pessoas com diabetes e risco intermediário ou alto de ulceração do pé devem obter calçados de um profissional adequadamente treinado para garantir que ele se ajuste, proteja e acomode a forma de seus pés. É importante usar esse calçado em todos os momentos, tanto em ambientes internos quanto externos.
  • Sempre verificar seus calçados, antes de usar, para garantir que não haja objetos estranhos dentro do calçado ou que penetrem nele.
  • Sempre verificar os pés quando o calçado é removido para assegurar que não há nenhum sinal de pressão anormal, trauma ou ulceração.
  • Pacientes com deformidade do pé ou lesão pré-ulcerativa, devem usar calçados adaptados, órteses e/ou palmilhas feitas sob medida, para diminuir a pressão plantar demonstrada em áreas de alto risco.

As palmilhas sob medida podem ser um excelente recurso para os pacientes com pé diabético.

As palmilhas podem diminuir os picos de pressão que diminuem ainda mais a circulação sanguínea local e alteram a sensibilidade. As palmilhas devem ser feitas diminuindo esses pontos de pressão, sendo que a densidade, dureza e tipo do material devem ser bem específicos para cada caso.

Recomenda-se que o calçado e palmilha prescrita seja revisto a cada três meses, para garantir que ele ainda se encaixa adequadamente, protege e sustenta o pé.

No Instituto RV possuímos o exame de Baropodometria Computadorizada que analisa vários parâmetros do pé e pisada. Nesse exame é possível verificar os picos de pressão com precisão, e assim, prescrever as palmilhas sob medida com muito mais segurança. As palmilhas do Instituto RV são feitas sob medida, com tecnologia 3D e diferentes tipos de dureza e densidade.

Agende seu exame em uma de nossas unidades e previna ou trate as lesões no pé diabético.

FONTE: The IWGDF Guidelines on the prevention and management of diabetic foot disease. 2019

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